Trabalho todos os dias por uma escola pública viva, por mulheres que ocupam espaços e por um meio ambiente que continue dando aula para a próxima geração.
Sou Sara Vitral, mineira, mãe, professora de história formada pela UFMG. Há mais de quinze anos, faço da escola pública o meu chão. Foi em sala de aula que aprendi que ninguém transforma nada sozinho — e que cuidar é uma forma de pensar.
Hoje coordeno o Coletivo Sala 12, uma rede de educadoras que ocupa pátios, praças e plenárias defendendo a escola viva. Escrevo semanalmente sobre educação, meio ambiente e o lugar das mulheres no espaço público. E faço questão de andar pelo país escutando antes de falar.
"Eu não fui formada para conformar. Fui formada para ensinar a perguntar."
Acredito em causas que se atravessam: não há educação sem ambiente, não há ambiente sem mulheres no centro da decisão, não há decisão boa sem escola pública forte. É por isso que esse site existe — para juntar gente, contar o que estamos fazendo e abrir caminho para o que vem.
Três causas que se atravessam — e que só fazem sentido juntas.
Encontros mensais em escolas públicas, com aulas de história e meio ambiente conduzidas por estudantes e professoras juntas. Toda última sábado.
Em parceria com o Coletivo Águas do Vale, escolas mapeiam nascentes urbanas e seguem a saúde da água do bairro. O dado vira aula e vira pressão pública.
Programa anual que conecta meninas do ensino médio público a mulheres em carreiras técnicas, científicas e de comunicação. Encontros mensais e grupo permanente.
Publicação trimestral, distribuição gratuita, escrita por professoras da rede pública. Sai do papel — entra na sala de aula. Já está na 4ª edição.
A maior parte das ideias daqui nasce em conversa. Se você é professora, mãe, estudante, pesquisadora, ou só alguém com vontade de fazer — escolhe um caminho e entra.
#cuidar #educar #mover
"A escola pública não pede pena. Pede orçamento, professora bem paga e tempo para pensar. Tudo o que está em disputa hoje."
Acabei o ciclo de visitas no Vale. Ouvi mais do que falei — e saí com três ideias para o próximo Caderno da Professora.
Mentoria de 86 meninas começou hoje. Cada vez mais convencida: o que muda o país é mulher entrando em sala onde antes ela não cabia.